Deitado no divã do terapeuta, Rodrigo se preparava para uma sessão de regressão de memória. Executivo de uma grande empresa, ele era apontado por todos do seu meio como um homem bem sucedido, invejado até. Mas os pesadelos e a sua dificuldade de lidar com as pessoas o causavam dificuldades na vida pessoal, no convívio com a mulher e os filhos. Era respeitado e temido ao mesmo tempo. E foi justamente por sentir o afastamento das pessoas que mais amava que decidiu buscar ajuda. Enquanto fechava os olhos, lembrou das lágrimas que já havia provocado com sua rudeza e falta de tato. Queria demonstrar seus sentimentos, pedir perdão por suas grosserias, mas o orgulho o impedia. Foram muitos os tratamentos indicados até chegar ali. Sentia cansaço no corpo e na alma. “Procure relaxar. Imagine que está em um lugar com árvores, grama, flores, pássaros...” E foi o que Rodrigo fez. Procurou lembrar imagens lúdicas da infância distante e relaxou profundamente. De repent...
Quem me conhece sabe que não sou de posições extremistas. É verdade que evito discussões e polêmicas inúteis, principalmente quando envolve política. Tenho a minha posição, evidentemente, mas defendo o bom senso. Muitas vezes, “falar é prata e calar é ouro”, já diz o ditado... Um exemplo notório aconteceu recentemente, quando o País foi “dividido” entre eleitores de Dilma Roussef e Aécio Neves. As discussões acaloradas se transformaram em agressões pessoais. Com certeza muitas amizades saíram arranhadas, e até desfeitas, por conta da reeleição presidencial. Vi estarrecida o Brasil cortado ao meio, com afirmações racistas e de ódio aos nordestinos, apesar dos números mostrarem que São Paulo, onde se concentra grande parte dos retirantes do Nordeste e seus descendentes, não ter aderido ao discurso Pró-Dilma, nem mesmo em Minas Gerais, onde o candidato tucano foi governador. Mas, radicais são radicais em qualquer circunstância... Sou nascida no Rio Grande do Sul e há 20 anos esto...
Calma, leitor! Não se trata de um filme de guerra, de um clássico de terror, nem de uma manchete sensacionalista de jornal (daquelas que, se torcer, sai sangue)... Também não se trata da tradicional roupa do bonachão velhinho que toca a sineta, entra pela chaminé e entrega presentes aos meninos e meninas bem comportados, na véspera da maior festa cristã comemorada em grande parte do planeta. Apesar de estarmos no mês do Ho Ho Ho e da época em que as contas bancárias costumam acabar no vermelho... A cor escarlate, que muitos também associam à cor da paixão, tem aqui outro significado. O vermelho a que me refiro está relacionado à fita-símbolo da campanha de prevenção à Aids, numa época em que as pessoas deixaram de se preocupar com a doença. Sim, porque apesar de ter surgido no final da década de 1980 e ainda ser incurável, as estatísticas comprovam que muitos deixaram de se precaver desde o surgimento do “coquetel” medicamentoso, distribuído gratuitamente nas unidades de saúde. Is...
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